O dono da verdade

 

Se eu fosse uma pessoa tão inteligente quanto eu me julgava ser, não teria feito comigo o que fiz.

Para mim, eu era o dono da verdade, que sabia o que estava acontecendo, que tinha controle total da situação.

Que nada! Quando vi, já era tarde. Não tinha controle de nada, nem de mim mesmo, mal conseguia controlar meu corpo, meus movimentos.

A sensação, que de início era boa – ou eu achava que era –, piorou muito, muito mesmo.

Meu corpo todo tremia e, num lapso de consciência, tive medo do que podia acontecer e me arrependi.

Os meus amigos estavam à minha volta, mas não para me ajudar, eles riam de mim, naquela situação deplorável. E junto deles, eu via também outras centenas, rindo também, como era nos tempos em que se jogavam as pessoas aos leões e o povo se divertia.

Meu sofrimento só aumentou, numa mistura de sentimentos que não sei definir. E ali, naquele momento, meu corpo parou de vez de responder aos meus estímulos.

Agora estou em tratamento, tentando me recuperar e deixar de lado a raiva que tive daqueles amigos e de mim mesmo. Pelo quanto me enganei, me achando muito dono de mim, sabedor de tudo.

Eu desejo que outros jovens, que pensam assim como eu pensava, parem, prestem atenção e repensem.

Nós jovens, normalmente não sabemos muito mesmo, os pais e os mais velhos é que nos ensinam, e não os amigos, principalmente certos tipos de amigos.

Devemos ser humildes para reconhecer e aceitar que não somos os donos da verdade, confiar mais em nossos pais e desconfiar de quem aparece com grandes facilidades... Coisas realmente boas e verdadeiras, que valem a pena não nos chegam assim fácil... se não acreditam podem perguntar a seus pais ou qualquer pessoa mais velha, com experiência de vida.

 

Um abraço,

 

Luiz Henrique (15/03/2008)