O fim...

 

 

Eu nunca tinha experimentado drogas. E eu sempre ouvira dizer que as drogas faziam mal, que viciavam, que levavam à morte. Mas eu tinha curiosidade para saber se era assim mesmo, se era como diziam. Mas eu também tinha muito medo. E se fosse verdade? E se eu realmente me viciasse e não conseguisse mais sair dessa?

Passei muito tempo assim, neste dilema. Até o dia em que o meu namorado me ofereceu um cigarro de maconha, me disse que eu ficaria mais relaxada, que era muito bom, que eu me sentiria mais alegre, mais leve. No começo eu relutei, por causa do medo, da dúvida, mas depois, de tanto ele insistir e inclusive ameaçar que se eu queria ficar com ele, eu tinha que gostar das coisas que ele gostava e fazer as coisas que ele fazia.

E eu, fraca, jovem, ingênua e sem juízo, acabei cedendo à pressão dele e experimentei. No começo, foi realmente muito bom, mas depois vocês já sabem, não preciso ficar repetindo o que muitos outros já contaram aqui.

Minha vida simplesmente acabou, minha saúde se deteriorou e eu acabei morrendo, sem entender o que estava acontecendo comigo, sem saber o que fazer, pra onde ir e o que tinha acontecido.

Fui fraca, fui inocente em acreditar nele, em ceder à tentação e à curiosidade, em ceder à insistência dele para que eu experimentasse. Fui tola em acreditar que eu poderia parar quando quisesse, que eu teria controle sobre a minha vontade, sobre a minha vida. Quanta bobagem, quanta ilusão. A droga vicia sim, a droga acaba com você por dentro, acaba com a sua lucidez, com a sua capacidade de pensar, de raciocinar, de tomar decisões. A droga é tudo o que as nossas mães e as escolas falam sim.  Não é exagero! É um perigo fatal, um perigoso caminho sem volta, sem saída.

O fim é um só: a destruição de quem somos, da nossa essência, da nossa alma, do nosso corpo. É o fim do amor daqueles que nos amam e que nós amamos, é o fim de toda uma vida que teríamos pela frente.

Perdão meu Deus! Perdão por tudo o que fiz comigo mesma. Perdão aos meus pais, aos meus irmãos, aos meus verdadeiros amigos que tanto tentaram me alertar sobre isso.

Mas isso foi há muito tempo...

Hoje, graças a Deus, estou em tratamento e praticamente recuperada. Não vou dizer que às vezes eu não sinta vontade de droga, mas quando isso acontece, eu procuro pensar em coisas boas, em Deus e me lembro de todo o sofrimento que passei, de todas as coisas e pessoas que perdi.

Fiquem em paz.

 

Priscila (28/02/09)